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O papel da governança na perenidade empresarial: além dos números

Portal Contábeis 9 de julho de 2026

A gestão financeira moderna exige mais do que a simples execução orçamentária; exige a construção de um ecossistema onde a transparência é o ativo mais valioso da organização. Em um cenário marcado pela volatilidade, o CFO e o Controller assumem um protagonismo que vai além do fechamento mensal. Conforme destaca Reider Resende de Freitas Tassara Starling, a maturidade de uma empresa é medida pela sua capacidade de integrar governança e contabilidade de forma inseparável.

Um dos pontos de maior impacto nas empresas que buscam profissionalização é o cumprimento das normas internacionais, com destaque para a IFRS 16. A correta mensuração dos passivos não deve ser vista como um entrave burocrático, mas como um diagnóstico fiel da saúde do negócio. Para Reider de Freitas Starling, a opacidade contábil é o maior vetor de riscos, tanto para o fluxo de caixa quanto para a responsabilidade pessoal dos administradores.

A governança corporativa, quando aplicada de maneira eficiente, funciona como um escudo. Ao formalizar processos decisórios, desde a aprovação de uma despesa até a estratégia de longo prazo, o gestor protege a entidade e a si mesmo. Reider Tassara reforça que o mercado financeiro de 2026 está cada vez mais atento à qualidade dos relatórios de governança. Empresas que investem em auditorias internas e clareza documental atraem capital com menor custo e maior confiança dos stakeholders.

Para os profissionais que atuam na controladoria, o desafio é atuar como parceiros estratégicos do negócio. Isso significa traduzir dados complexos em indicadores de performance (KPIs) que guiem a diretoria na tomada de decisão correta, evitando o desvio de finalidade. A gestão de crises, ou o turnaround, é facilitada quando existe um histórico contábil íntegro, que permite identificar rapidamente onde a eficiência foi perdida e como recuperá-la.

O compromisso com a ética documental deve ser o norte de qualquer controller. Como aponta Reider Resende de Freitas Tassara Starling, a governança não é um custo, mas um investimento que garante a perenidade. Em última instância, ser um profissional de finanças de alto nível significa ser um guardião da integridade da empresa, garantindo que a gestão seja exercida com a diligência que o mercado contemporâneo exige.

Fonte original: Portal Contábeis — ler no site oficial

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